MEGA SAÚDE MANTENA_MG

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sábado, 1 de setembro de 2012

CÂNCER DE PRÓSTATA -CAUSAS, SINTOMAS,TRATAMENTO

Sintomas de Câncer de próstata
Sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinjam um tamanho consideráveL.

Diagnóstico de Câncer de próstata


Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.

O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75-80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.
Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares.

Fatores de risco

Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. Quanto mais jovem o homem em quem o câncer for detectado, maior a probabilidade de haver um componente hereditário.

O que é Câncer de próstata?

É o tipo de câncer que ocorre na próstata: glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis.

Prevenção


Alguns médicos recomendam a realização do toque retal e da dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames. Não existem evidências de que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens que não apresentem sintomas diminua a mortalidade por câncer de próstata.

Manter uma alimentação saudável, não fumar, ser fisicamente ativo e visitar regularmente o médico contribuem para a melhoria da saúde em geral e podem ajudar na prevenção deste câncer.

Como dieta e remédios previnem câncer de próstata

Duas medicações ajudam na prevenção da doença

câncer de próstata é o segundo tumor maligno mais frequente em homens no Brasil, havendo um grande interesse de saúde pública e comercial na prevenção deste problema, sendo que podemos acompanhar em nosso dia a dia comerciais de vitaminas e medicações que supostamente apresentam um efeito protetor.

De maneira geral, os principais agentes analisados em estudos importantes internacionais são: vitamina E, selênio, licopeno, soja, chá verde, e medicações que inibem a metabolização da testosterona (finasterida e dutasterida).


A vitamina E e o selênio foram testados de maneira isolada e combinados no maior estudo de prevenção já publicado, contando com mais de 35 mil participantes. Embora o estudo estivesse planejado para durar 12 anos, o mesmo acabou sendo suspenso após 7 anos devido a falta de efetividade da vitamina E e do selênio, onde pacientes que utilizaram a vitamina E apresentaram até um pequeno aumento no diagnóstico da doença.  
Uma alimentação balanceada, associada à atividade física e a exames preventivos devem ser encorajados a toda população.
O licopeno é um caroteno encontrado principalmente no tomate, assim como outras frutas vermelhas e vegetais, com importante ação anti-oxidante. Embora existam algumas pesquisas que sugerem algum fator de proteção ligado ao licopeno, um grande estudo com mais de 29 mil participantes publicado em 2007 revelou que, além de não exercer qualquer papel protetor, ainda estava associado a tumores de próstata mais agressivos.

O interesse na soja e no chá verde é decorrente da baixa incidência do câncer de próstata em homens que vivem em países asiáticos, onde o consumo de soja e derivados, assim como de chá verde é significativamente mais alto do que no ocidente. Embora estudos preliminares tenham mostrado indícios de algum benefício de derivados da soja e do chá verde, estudos de maior importância estão em curso para nos mostrar se os resultados iniciais serão confirmados. 
Duas medicações que inibem a metabolização da testosterona despertaram grande interesse científico na prevenção do câncer de próstata e já foram estudadas em grandes estudos clínicos: a finasterida e a dutasterida. A finasterida foi avaliada em importante estudo com mais de 18 mil participantes e duração de 7 anos, mostrando uma redução no diagnóstico do câncer de próstata de 25% nos homens que utilizaram a medicação, porém, um aumento na detecção de tumores agressivos neste grupo também foi encontrado. A dutasterida também foi avaliada em estudo com 8 mil homens e uma redução de 23% foi notada no grupo de pacientes que utilizaram a droga, sem aumento na detecção de tumores agressivos. Apesar destes resultados, a larga utilização destes medicamentos na prática clínica ainda é cercada de controvérsias e muito limitada.
Apesar dos resultados dos estudos atuais não aconselharem nenhuma dieta ou suplementação alimentar específicas para a prevenção do câncer de próstata, obviamente uma alimentação balanceada, associada à atividade física e a exames preventivos devem ser encorajados a toda população. A utilização da finasterida e dutasterida na prevenção do câncer de próstata deve ser utilizada para pacientes de alto risco sempre sob supervisão do urologista. 








Por que é importante apostar na prevenção do câncer de próstata?


Segunda causa de óbitos por câncer, superado apenas pelo de pulmão


Consumo de álcool, tabagismo e obesidade são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de nove dos principais tipos de câncer no Brasil. Estudo divulgado, recentemente, pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) aponta que o crescimento da doença está associado à exposição da população a fatores de risco cancerígenos. A taxa de mortalidade que mais cresceu foi a de câncer de próstata, que praticamente dobrou no sexo masculino (95,48%) em 25 anos (1979 a 2004) passou de 7,08 óbitos por 100 mil homens para 13,84 óbitos.

Os dados do INCA são preocupantes, pois, em números absolutos, o câncer de próstata é a segunda causa de morte da população masculina. O indicativo é grave e revela a pouca importância que o brasileiro dá à medicina preventiva,
pois o tumor de próstata é passível de diagnóstico precoce, por meio de um exame de sangue e de um exame clínico.

Apostando na prevenção
A pesquisa do INCA sobre a distribuição dos tumores primários mais freqüentes, realizadas de 1999 a 2003, mostra que 30,96% dos casos de colo do útero foram 


diagnosticados no estádio inicial e 27,23% nos estádios avançados. Nesta situação, foram diagnosticados 70,67% e 40,94% em reto e próstata respectivamente. Quanto mais cedo diagnosticado o câncer, maiores as chances de cura, a sobrevida e a qualidade de vida do paciente.

Segundo o estudo, é importante que a população em geral e os profissionais de saúde reconheçam os sinais de alarme para o câncer, como nódulos, febre contínua, feridas que não cicatrizam, indigestão constante e rouquidão crônica, antes dos sintomas que caracterizem lesões mais avançadas, como sangramento, obstrução de vias intestinais ou respiratórias e dor. Os principais sintomas do crescimento da próstata, segundo o urologista, são os de levantar várias vezes à noite para urinar, dificuldades no ato de urinar e dor à micção, que podem ocorrer nos casos benignos.

O câncer de próstata é silencioso, sem sinais evidentes a não ser em estágios mais avançados, quando já está infiltrado em órgãos adjacentes, ou quando suas metástases em ossos, pulmão fígado se manifestam. Um reforço nas ações de diagnóstico poderia, por exemplo, ajudar a reduzir o câncer de próstata, que, segundo a pesquisa, é detectado no estágio inicial apenas em 7% dos casos. Quando o diagnóstico do tumor primário é feito logo, 90% dos pacientes têm uma sobrevida maior que cinco anos. Já se for detectado tardiamente, essa proporção cai para a metade.
Para fazer o diagnóstico do câncer de próstata de forma precoce é necessário realizar o exame clínico de toque retal associado ao exame que revela a dosagem PSA (sigla de antígeno prostático específico) no sangue. Estes exames podem determinar a realização de uma ultra-sonografia pélvica (ou prostática transretal, se disponível). A ultra-sonografia, por sua vez, poderá mostrar a necessidade de se realizar a biopsia prostática transretal. Estes exames devem ser realizados todos os anos, a partir dos 50 anos. Embora a incidência do câncer de próstata não vá diminuir, por estar ligado ao envelhecimento, o diagnóstico na fase inicial pode reduzir significativamente a mortalidade.

Fatores de risco
A idade é um fator de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade aumentam, após a idade de 50 anos. Histórico familiar de pai ou irmão com câncer da próstata, antes dos 50 anos de idade, pode aumentar o risco de câncer em 3 a 10 vezes em relação à população em geral. Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, não só pode ajudar a diminuir o risco de câncer, como também de outras doenças crônicas metabólicas. 


Tratando a moléstia

O tratamento do câncer da próstata depende do estágio clínico da doença. Para doença localizada, cirurgia,
radioterapia e até mesmo uma observação vigilante (em algumas situações especiais) podem ser oferecidos. Para doença localmente avançada, radioterapia ou cirurgia em 


combinação com tratamento hormonal têm sido utilizados. Para doença metastática, o tratamento habitual é a hormonioterapia. A escolha do tratamento mais adequado deve ser individualizada e definida após discutir os riscos e benefícios do tratamento com o seu médico. 


Você já conversou com um especialista sobre o câncer de próstata?


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